segunda-feira, 9 de outubro de 2017

PE. CORREIA DA CUNHA - PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO VII














«… A VIDA MATRIMONIAL É UM 

AUTENTICO SACRIFÍCIO.»




Terminadas as comemorações do centenário do nascimento do Padre Correia da Cunha, que decorreram, com a maior elevação e dignidade, no passado dia 24 de Setembro, retomamos a transcrição do Curso de Preparação para o Matrimónio da sua autoria.

Consciente de que o matrimónio e a família constituíam um dos bens mais preciosos da humanidade, o padre Correia da Cunha dirigia estas notáveis lições aos jovens que encetavam este caminho de preparação para o sacramento do matrimónio, tendo em vista ajudá-los à construção de uma autêntica e verdadeira família cristã. Procurava abri-lhes novos horizontes, ajudando-os a descobrirem a beleza e a grandeza da vocação dos jovens ao amor e ao serviço da vida. Revelava-lhes contudo que essa sadia opção também implicava muitos sacrifícios e partilha de duras responsabilidades.

A felicidade só se alcança numa família que viva em harmoniosa comunhão de vida e no respeito pela doutrina fundada sobre a lei natural, iluminada e enriquecida pela revelação e providência Divina.

A lei natural enuncia os deveres conjugais mais relevantes, assim como vincula reciprocamente os cônjuges a novos comportamentos assumidos com plena responsabilidade da vida familiar que livremente desejam fundar.





Texto Padre Correia da Cunha



Nunca será demais insistir numa verdade que, apesar de ser evidente como a luz do sol, é muito esquecida e até ignorada da maior parte dos noivos e dos cônjuges: - é que a vida matrimonial é um autêntico sacrifício, dando-se a esta palavra sacrifício toda a sua amplitude.

Regra geral, os namorados e os noivos só pensam nas alegrias que o casamento lhes pode trazer e nem sequer lhes passam pela cabeça as responsabilidades e encargos, numa palavra a Cruz que o casamento lhes põe aos ombros.

Muitos consideram o casamento como uma solução legal do problema sexual; outros, como um meio de fugirem ao ambiente da família em que foram criados; outros, mais sentimentais, consideram-no como exigência que todo o coração tem de encontrar uma amizade e apoio moral.

Em qualquer dos casos não vêem o aspecto sacrificial que lhe é próprio.

Passada a lua-de-mel, e, às vezes até, mesmo durante ela, a Cruz aparece com toda a sua grandeza e peso…


Para o homem: a responsabilidade de trabalhar mais para mais ganhar, pois tem de prover as necessidades de um lar com tudo o que o constitui: mulher, filhos e casa; a prisão a que se vê sujeito, não podendo entregar-se a prazeres e devaneios (ainda que lícitos) em virtude das responsabilidades conjugais e familiares, etc.


Para a mulher: geralmente, a desilusão e consequente tristeza perante a brutalidade das relações conjugais que ela punha num plano sentimental mais elevado. Sente-se, tantas vezes, considerada só uma fêmea com obrigações de governante, lavadeira, cozinheira e criadora dos filhos, sem alegria de uma comunhão espiritual dos carinhos e da amizade a que tinha direito.


- a perda da liberdade de que gozava em solteira

- os trabalhos e responsabilidades do lar, etc.




Para ambos igualmente, às vezes, alem de tudo isto a incompreensão e o desentendimento…


- e as ralações, os trabalhos, que a vida oferece até sob o ponto de vista económico…

É tudo sacrifício. E se não há uma grandeza de alma, bem formada e apoiada na Graça de Deus… como é fácil a tentação de alijar a carga ao mar!...

E o problema dos filhos? Ficou propositadamente para ser tratado à parte. É que todos os outros problemas da vida conjugal se resolvem com estes remédios: 1º Graça de Deus procurada e merecida; 2º boa vontade, pronta a todos os sacrifícios; 3º amor fundado em Deus e alimentado por uma grande amizade que une a ambos numa profunda comunhão de ideias, de sentimentos e de interesses espirituais, morais e económicos.

Para o problema dos filhos é necessário, além dos remédios apontados, o conhecimento de certas leis fisiológicas e morais quanto ao seu nascimento e de certas normas educativas quanto à sua formação. Não nos esqueçamos nunca de que ser pai e ser mãe, não é só fazer filhos, é acima de tudo, formar homens e cristãos!

Mas vamos à primeira parte deste problema tão sério, isto é, procuremos conhecer os aspectos morais e fisiológicos do nascimento dos filhos.


II– A primeira verdade, a mais importante, a procriação: gerar novos seres. Já está dito e redito, é escusado insistir neste ponto, basta só lembrá-lo.

Embora a vida conjugal traga aos cônjuges prazeres especiais, estes só são estímulos e uma compensação para as responsabilidades da paternidade. Não é lícito, portanto, só procurar o prazer pelo prazer, sem querer aceitar as suas honrosas consequências naturais, Quem só quer prazer e nada mais, terá o castigo certo do seu pecado.

Quem assim procede transforma o lar numa casa de prostituição privada, despreza a honra de ser pai ou mãe, afronta o instinto de paternidade, especialmente da mulher, mas também do homem, acarreta graves perturbações quer sob o ponto de vista moral quer sob o aspecto fisiológico, e finalmente arrisca a felicidade do lar.

Não há ninguém, desde o sacerdote ao médico, que não esteja de acordo com o que fica exposto. Todos, crentes e ateus, que estudam estes problemas são unânimes em dizer que o crime de não querer ter filhos é vingado pela natureza.


E a Igreja considera nulo, inválido, todo o casamento que seja realizado com essa maldita condição.

II - Segunda verdade (esta especialmente para os cristãos) embora o seja também para todo homem que acredita num Deus que tudo governa e dirige): - Há uma Providência Divina que veste os lírios do campo e sustenta as aves do céu.


Por outras palavras, Deus não dorme, e, desde que as pessoas humanas por Ele criadas cumpram os seus deveres guiando-se pelas leis que Ele estabeleceu e pela luz de uma recta e bem formada razão, esse Deus obrigatoriamente cuida e trata amorosamente de todos os que aparecem neste vale de lágrimas. O que é preciso, repito, é cumprir as suas leis e guiar-se pela razão bem formada e recta.

Creio que as condições que dão direito à protecção da Divina Providência estão bem clara, mas não será demais explica-las um pouco em assunto tão importante.





A) – Cumprir as leis Divinas, isto obriga os cônjuges a praticarem na sua vida toda e especialmente nas suas relações sexuais as leis da natureza criadas por Deus e os preceitos Divinos da Religião. Querer ter direitos aos favores de Deus sem cumprir os deveres poe Ele impostos é absurdo e estupidez.


B) Guiar-se pela razão bem formada e recta, quer dizer que o homem não é como um bicho qualquer. Não pode obedecer cegamente aos instintos do animal. Neste ponto é impossível ao homem fazer o que faz o animal, pois embora o animal embora o animal sinta a a força dos instintos tem também o instinto bastante para saber limitar-se segundo a conveniência da sua espécie e da sua vida. Os homens, pelo contrario, sentem os instintos mas não têm o instinto de os limitar, tem uma faculdade mais nobre e importante que se chama razão. Esta, porém, tem de formar-se pela educação e pela instrução. Ninguém nasce ensinado. Todo o animal nasce já o que há-de ser; só o homem tem de fazer-se para chegar a ser o que deve! Isto exige de cada um de nós um trabalho constante de educação e de instrução; temos de desenvolver em nós qualidades morais e cívicas, e temos de adquirir os conhecimentos necessários para bem vivermos (em todos os sentidos) e para nos multiplicarmos segundo a espécie. 


C) Satisfeitas estas condições, todo o homem pode e deve confiar na Providência Divina, tendo a certeza da verdade que assiste ao rifão popular: - Deus dá o frio conforme a roupa!


III – Postas estas duas grandes verdades, vem agora terceira que se formula negativamente:


Nunca é permitido aos cônjuges fazerem seja o que for contra as leis Sagradas da natureza, leis essas que Deus estabeleceu sabiamente!

Levados quer pelo egoísmo nojento de só quererem os prazeres do matrimónio, ou pelas dificuldades (quantas vezes fingidas) de saúde ou de meios económicos, muitos casais há que usam nas relações sexuais processos criminosos e degradantes que os prostituem e profanam a santidade desses actos que Deus quer que sejam actos de colaboração na sua acção criadora! Malditos serão de Deus e dos homens todos aqueles que assim procedem roubando à Pátria cidadãos e ao céu, santos.

Geralmente, podem catalogar-se em duas classes esses crimes:


- Crimes de onanismo

- Crimes de aborto

Onanismo é todo o acto sexual que não se realiza segundo as leis naturais para impedir a concepção. Quer seja por meios de processos artificiais, como preservativos, por exemplo, quer não (derramando fora o sémen etc), o onanismo é sempre um crime porque contraria a finalidade de um acto, desrespeita a lei Divina e natural, profana as relações sexuais e prostitui a mulher e até o homem.


O aborto ou qualquer prática abortiva é sempre um assassínio. É matar uma vida humana, quer seja no primeiro dia de gravidez quer no último, pouco importa, o crime é o mesmo.
















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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

PE. CORREIA DA CUNHA – 100º ANIVERSÁRIO











CERIMÓNIAS COMEMORATIVAS DO

CENTENÁRIO NASCIMENTO DO PADRE 


CORREIA DA CUNHA





O  “RASTO DE LUZ” DEIXADO PELO SACERDOTE QUE FOI CAPELÃO CHEFE DA  ARMADA E PÁROCO DE SÃO VICENTE DE FORA, EM LISBOA, FOI RECORDADO COM INAUGURAÇÃO  DE UMA ESTÁTUA.






No passado dia 24 de Setembro, no dia que passaram 100 anos do nascimento do Padre Correia da Cunha (24 de Setembro de 1917), a Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora, acolheu imensos amigos, antigos paroquianos e várias personalidades das mais diversas áreas, politicas, militares, regionalistas… O grupo de jovens OBJECTIVO, fundado em 31 de Outubro de 1971 pelo Padre Correia da Cunha  esteve bem representado nesta homenagem ao homem que teve uma vida coerente de fé e de fraterna amizade.







  



Transcrevo um belo texto, extraído do Jornal Voz da Verdade sobre esta efeméride.





‘’No centenário do nascimento do padre Correia da Cunha e nos 40 anos da sua morte, um grupo de amigos decidiu homenagear o sacerdote do Patriarcado de Lisboa que foi Capelão Chefe da Armada  Portuguesa, entre 1943 e 1961, e pároco de São Vicente de Fora, entre 1961 e 1977. No passado Domingo, 24 de Setembro, a efeméride foi assinalada com a inauguração de uma estátua, junto do Mosteiro de São Vicente de Fora e com uma Missa presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa.











Na celebração, o Bispo Auxiliar de Lisboa assinalou o ‘’rasto de luz’’ deixado pelo sacerdote, através do ‘’amor à liturgia, aos jovens e aos jovens casais; às famílias; à Marinha e aos Marinheiros, à sua cidade de Lisboa’’. ‘’Foi um inovador e renovador, um percursor da recepção do Concílio Vaticano II, Um construtor de pontes de amizade e comunhão com pessoas e Instituições que na cidade se empenhavam na construção do bem comum’’, salientou D. Joaquim Mendes.








Na inauguração da estátua e descerramento da placa evocativa do centenário do nascimento do padre Correia da Cunha, também estiveram presentes vários representantes de entidades civis e militares. No discurso, D. Joaquim Mendes salientou a valorização da ‘’cultura do encontro da proximidade, da familiaridade’’ por parte do sacerdote homenageado.





‘’Nele estava muito presente a ideia de Igreja família e família das famílias, por isso cuidava muito da preparação dos noivos para o matrimónio, do acompanhamento dos casais novos e das famílias’’. apontou. 


Transcrevo um belo texto, extraído do Ordinariato Castrense sobre esta efeméride.






LISBOA RECORDOU UM DOS «PAIS FUNDADORES » DA ASSISTÊNCIA RELIGIOSA À MARINHA



A 24 de Setembro, no preciso dia em que se comemorava os 100 anos do nascimento do Padre José Correia da Cunha (1917-2017), Lisboa homenageou-o. 



O programa foi delineado e promovido por um grupo de amigos ligados ao antigo grupo de jovens OBJECTIVO, fundado em 31 de Outubro de 1971 por esse ilustre sacerdote. Começou pela celebração da Missa em São Vicente de Fora, sede da Paróquia que o Padre Correia da Cunha pastoreou. Foi presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa que assinalou o “rasto de luz deixado por este sacerdote, particularmente no amor à liturgia, aos jovens, às famílias, à Marinha e aos Marinheiros, à sua cidade de Lisboa. Foi um inovador e renovador, um precursor da recepção do Concílio Vaticano II, um construtor de pontes de amizade e comunhão com pessoas e Instituições que na cidade se empenhavam na edificação do bem comum”.


SR CAPELÃO JOSE ILIDIO E O ESCULTOR JOSE CARLOS COELHO




De seguida, a comitiva dirigiu-se para o local da inauguração da estátua, acompanhada pela Banda da Armada. Já no local, após discursos, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello colocou uma coroa de flores no busto do homenageado, na presença de representantes de várias instituições, mormente o Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante António da Silva Ribeiro, o Presidente da Direcção dos Amigos de Lisboa, o Presidente da Direcção do Clube de Sargentos, o Presidente da Casa da Comarca da Pampilhosa da Serra, etc. 

O Ordinariato fez-se representar pelo seu Vigário Geral. Padre José Ilídio Costa.
Capelão Correia da Cunha



O capelão Correia da Cunha foi admitido na Armada em Janeiro de 1943, onde prestou serviço até Outubro de 1961. Fundador da Associação de Marinheiros Católicos, muito contribuiu para a formação humana e cristã dos marujos portugueses. Desempenhou relevantes serviços na esplendorosa Marinha de Portugal, na qualidade de Capelão Chefe da Armada, tendo participado nas várias Conferências de Capelães dos países da NATO e prestado serviço nas seguintes unidades: Navio Gonçalves Zarco, Navio Bartolomeu Dias, Navio Escola Sagres I, Navio Afonso de Albuquerque, Corpo de Marinheiros, Base Naval do Alfeite, Escola Naval, Hospital da Marinha, Escola de Alunos Marinheiros e Escola de Mecânicos. 

Homem culto, distinguia-se pela participação nos círculos culturais e eventos realizados em Lisboa; sacerdote dedicado, prestava muita atenção à pobreza da zona onde viria a ser pároco (São Vicente de Fora) e deu corpo a obras de cariz promocional.
















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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

PE. CORREIA DA CUNHA – 100º ANIVERSÁRIO









CERIMÓNIAS COMEMORATIVAS DO

CENTENÁRIO NASCIMENTO DO PADRE 

CORREIA DA CUNHA



Intervenção do coordenador da Comissão para o Centenário do Nascimento do Padre Correia da Cunha, nas cerimónias  realizadas no passado dia 24 de Setembro na Paróquia de São Vicente de Fora.






EXCELÊNCIAS.

REVERENDÍSSIMOS SENHORES.

FAMILIARES DO PADRE CORREIA DA CUNHA.

EXMOS. SENHORES E SENHORAS









Neste momento solene todas as atenções se voltam para o nosso saudoso e carismático Padre Correia da Cunha, a fim de lhe prestarmos um tributo de gratidão.




É bem merecida esta homenagem, amigos! O Padre Correia da Cunha é credor da nossa gratidão e do mais profundo respeito. Ele foi uma grande coluna nas comunidades que serviu, UM VERDADEIRO PILAR COMO VIMOS NAQUELA BELA ESCULTURA DA AUTORIA DE JCARLOS COELHO.


Na Armada, onde a sua preocupação fundamental era a formação humana e cristã dos seus marujos, fundou com o Capelão Perestrello de Vasconcelos a Associação dos Marinheiros Católicos, nos anos 50. Na sua paróquia da Pampilhosa da Encosta, como ele se referia à Comunidade de São Vicente de Fora, acolhia de braços abertos e ajudava os paroquianos nas suas necessidades, homens e mulheres que vinham da Beira Serra na busca de um trabalho digno e de melhores condições de vida.



É, pois, para todos nós, um grande privilégio participar nesta homenagem do centenário do nascimento do Padre Correia da Cunha.

Não é fácil falar de um homem que podemos classificar de um verdadeiro Mestre de Vida. As suas qualidades morais, intelectuais e espirituais fizeram dele uma personalidade fora do comum, que deixaram marcas indeléveis na Armada Portuguesa, na Paróquia de São Vicente de Fora e nas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento (OGFE).

Muitos de nós tivemos a sorte de o conhecer pessoalmente. Era um homem de fina tempera, possuidor de uma força de carácter rara, fiel às suas convicções, fundadas na fé cristã, pela sua alma de marinheiro e poeta. 

Homens como o Padre Correia da Cunha, podem crer, não percorrem as ruas com o Corvo Vicente ao ombro… só um tempos a tempos.









Estamos aqui reunidos para recordarmos uma data magna. O centenário do nascimento do inesquecível Padre Correia da Cunha. 



Sinto-me até certo ponto incapaz para falar dele, parece-me que o maior tributo que podemos prestar ao homenageado é reflectirmos sobre os seus ensinamentos, lermos os seus sábios conselhos e seguirmos os exemplos por ele deixados.

Neste momento de júbilo, quando comemoramos 100 anos do seu nascimento, não podemos deixar de registar a sua imensa alegria em nos ter convocado para nos reunirmos aqui, neste cenário de grande beleza, que tantas vezes ele pisou.


O capelão Correia da Cunha era uma personalidade ímpar, talhada para grandes lutas, como a que tivemos de travar para a realização desta homenagem. Foram portas que se fecharam e silêncios que se ouviram. Mas muitas outras portas se abriram. Ei-las!


A nossa mais profunda gratidão ao Sr. Dr. Fernando Medina presidente da Câmara Municipal de Lisboa e à Vereadora da Cultura, Dr.ª. Catarina Vaz Pinto, aqui representada pelo Sr. Arqtº Jorge Ramos de Carvalho, Director de Departamento de Património Cultural, aqui presente, que mostraram a sua imensa abnegação. Revelaram um exemplo farto de dedicação e amor aos grandes filhos desta cidade. O padre Correia da Cunha era um apaixonado desta maravilhosa urbe. A cidade de Lisboa ouvi-nos, e com os seus representantes e excelentes colaboradores, abraçamos esta bela iniciativa. Bem-haja a todos!






O Patriarcado de Lisboa quase deixaria passar em silêncio esta efeméride. Mas o sol brilhou e despertados pelo fulgor espiritual deste sacerdote, temos aqui hoje entre nós o nosso Bispo, o grande pastor D. Joaquim Mendes, que se juntou a nós com a chama do seu amor e com a força da voz dos que ambicionam e labutam por uma humanidade de felicidade baseada nas premissas do Evangelho. Gentilmente a Vigararia acedeu à colocação da estátua do homenageado, junto dos remanescentes da Paróquia de São Vicente de Fora. A sua amada paróquia. O nosso obrigado a Vossa Excelência Reverendíssima e aos Senhores Cónegos Francisco Tito, Nuno Cordeiro e Ricardo Ferreira.





Quero nesta oportunidade, perante a prestigiada Banda da Marinha, manifestar o nosso reconhecimento e agradecimento à grande família da Armada. Aos seus mais altos dignatários do Estado-maior, Sua Excelência Sr. Almirante António da Silva Ribeiro, aqui presente. A Armada tão vibrante de amor pátrio e nobreza foi bem justa para com os seus antigos capelães. À Marinha, a expressão do nosso sentimento de gratidão ao maestro Primeiro-Tenente José António Peixoto, extensivo aos responsáveis e elementos da Banda que enaltecem este evento. Mas perdoem-me. Não posso de deixar de exprimir aqui, uma palavra de profunda saudade e amizade ao Sr. Capelão Manuel Amorim. Ao tomar conhecimento desta Homenagem ao Capelão Correia da Cunha com o inicio na publicação em 2015 do Livro: Mestre de Vida – Padre, Marinheiro e poeta. Nunca me faltaram os seus bons conselhos, incentivos e apoios. Ele foi verdadeiramente um Mestre de Vida que só desejava para todos a felicidade ancorada na mais pura e sincera amizade. Morreu um Santo!











Finalmente, e os últimos são os primeiros, como referia o Padre Correia da Cunha. O nosso pensamento vai para o Sr. Secretário de Estado da Defesa Nacional. Ouvi muitas vezes ao saudoso João Perestrello de Vasconcelos, que o Padre Correia da Cunha era o ‘’ irmão mais velho”. E dizia-lhe: lembre-se que é um PERESTRELLO com dois LL’s . Ele, com um dos mais alegres sorrisos, respondia: CORREIA com dois RR’S. A amizade que estes homens viveram era de extremos. Os homens de grandeza moral e intelectual pertencem também aos amigos. João Perestrelo de Vasconcelos era sem dúvida o maior amigo do Padre Correia da Cunha.








A presença de V.EXA. nesta Homenagem significa que não quer romper com esses vínculos. Queremos, pois, expressar a nossa admiração pela sua grandeza moral, de gratidão que testemunha, pela profunda e lealíssima afeição que dedica ao homenageado. Hoje aqui consigo, também estamos nessa comunhão de sentimentos, erguendo um verdadeiro monumento à memória venerada de seu pai João Perestrello de Vasconcelos. Estes homens viverão para todo o sempre. Cumpre-nos o dever, gratidão e justiça de perpetuar-lhes a memória. O preito da nossa maior gratidão ao Dr. Marcos Lorena Perestrello.





Em suma, para muitos, estas homenagens seriam impossíveis, mas para os que acreditam que lutando sempre com vigor e capacidade pelos seus ideais, com galhardia conseguem vencer, nunca medindo sacrifícios para sermos úteis aos outros, passando aos mais novos estes momentos radiantes do que aprendemos com os Grandes Mestres de Vida (CAPELÃO CORREIA DA CUNHA, CAPELÃO AMORIM, Dr. JOÃO PERESTRELLO DE VASCONCELOS). A NOSSA MAIS SENTIDA GRATIDÃO!









Em nome da Comissão do Centenário do Nascimento do Padre Correia da Cunha o meu



Muito obrigado a todos que nos deram a honra de estarem presentes.














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domingo, 24 de setembro de 2017

PADRE CORREIA DA CUNHA - 100º ANIVERSÁRIO













CERIMÓNIAS COMEMORATIVAS DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO PADRE CORREIA DA CUNHA



Não se apagou ainda na lembrança de quantos o conheceram, a saudade do PADRE CORREIA DA CUNHA. Nunca será demasiadamente evocada a sua alta figura. O Padre Correia da Cunha na sua incomensurável humildade foi um dos valores intelectuais do clero do Patriarcado de Lisboa. Nascido na freguesia de Arroios no dia 24 de Setembro de 1917.





Realizou-se hoje dia 24 de Setembro, as Cerimónias da CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO PADRE CORREIA DA CUNHA (1917-1977). O Padre José Correia da Cunha foi Capelão Chefe da Armada Portuguesa (1943-1961), Pároco de São Vicente de Fora (1961-1977) (Lisboa é afilhada de São Vicente pcc), Capelão das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento OGFE, membro do Lions Clube Lisboa Mater e do Grupo dos Amigos de Lisboa.


As cerimónias iniciaram-se com um Missa Solene, na Igreja de São Vicente de Fora, presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa – Sr. D. Joaquim Mendes em representação do Sr. Cardeal Patriarca, coadjuvado pelo actual capelão chefe da Armada Pe. José Ilídio Fernandes da Costa em representação do Sr. Bispo das Forças Armadas e Segurança e pelo Cónego Ricardo Ferreira reitor da Igreja do Mosteiro de São Vicente de Fora. O canto esteve entregue ao Coral Stella Vitae tendo como acompanhamento o Órgão executado pelo organista titular João Vaz.


Contando com a presença do Sr. Secretario de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello de Vasconcelos, o Chefe do Estado Maior da Armada Sr. Almirante António da Silva Ribeiro, Presidente da Direcção dos Amigos de Lisboa, Dr. Armando Vieira Santos Caeiro, Presidente da Direcção do Clube de Sargentos, Presidente da Casa da Comarca da Pampilhosa da Serra …







Á saída do templo encontrava-se perfilada a Banda da Armada, sob a direção do maestro primeiro-tenente Peixoto Veloso, interpretou com elevada dignidade  o Hino  MEU PORTUGAL MARINHEIRO , com poema de Padre Correia da Cunha e música de Mário de Sampayo Ribeiro. Foi ouvido pela primeira vez este HINO instrumentado para Banda. Um verdadeiro espectáculo, onde foram realçadas pelo acompanhamento instrumental o retinir dos clarins, pondo nota dos tempos heroicos. Mas jovial e vivo sendo apropriado para o dia festivo das Comemorações do Capelão Correia da Cunha. Ouvindo-se no fundo a cadência marcial fortemente realçada pela percussão.








Após esta brilhante interpretação da Banda da Armada, o cortejo encaminhou-se para o  Páteo de São Vicente – Campo de Santa Clara, procedeu-se  à inauguração de uma estátua do homenageado da autoria do escultor pacense José Carlos Coelho. Bênção pelo Reverendíssimo Bispo Auxiliar de Lisboa D. Joaquim Mendes e deposição de uma coroa de flores, por sua Excelência o Senhor Secretário de Estado da Defesa Nacional, Dr. Marcos Perestrello de Vasconcelos. Terminando esta pequena cerimónia com  a actuação da cantora lírica Sara Pedro.






Seguiu-se a Homenagem prestada pela cidade de LISBOA, que contou com a presença do Arq. Jorge Ramos de Carvalho em representação da Senhora Vereador da Cultura, Drª Catarina Vaz Pinto. Descerram a PLACA EVOCATIVA, o representantes do Governo, do Patriarcado de Lisboa, da Armada Portuguesa, da Câmara Municipal de Lisboa e da Comissão do Centenário. Seguiram-se as intervenções do Coordenador da Comissão do Centenário, João Paulo Dias; do Sr. Capelão Chefe da Armada, Padre José Ilídio Fernandes da Costa, do Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Joaquim Mendes e do Director do Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa.



Encerraram-se as Cerimónias com um concerto da prestigiada Banda da Armada com música popular portuguesa. No final o Hino da Marinha








É UMA HOMENAGEM AO HOMEM QUE PERSONIFICOU O QUE HÁ DE MAIS BELO NO SER HUMANO!






Novos vídeos das cerimónias à memoria de Padre Correia da Cunha no Centenário do seu nascimento- 24 de Setembro de 2017. A Banda da Armada dirigida pelo 1º Tenente Veloso Peixoto.










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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

PE. CORREIA DA CUNHA – PREPARAÇÃO PARA O CASAMENTO - VI














O CASAMENTO É NATURALMENTE UM 

ACTO SAGRADO.




Uma vez mais, o Padre Correia da Cunha nos chama a atenção, neste Curso de Preparação para o Matrimónio, para a grande diferença que existe entre os homens e os animais. Somos criaturas de Deus, fomos criados por Ele (criados à sua semelhança).

Quando um homem e uma mulher se apaixonam, um novo mundo, se abre diante deles, um mundo que ambos desejam compartilhar. Se essa paixão se vier a transformar num verdadeiro amor, abrir-se-á uma vida nova que o sacramento do matrimónio abençoará. 

Esta força de atracção entre pessoas é inata como é o impulso sexual do ser humano. É a essência do Amor. Precisa de espaço para se ampliar e se projectar pelos sentimentos, pelos valores e pela graça de Deus.


O casamento é naturalmente um acto sagrado, escolhido livremente por homem e mulher, que se querem comprometer na promessa do SIM (perante a Igreja, enquanto comunidade, para toda a vida). Há necessidade que seja assegurada a permanência desse compromisso assumido perante o altar, pelo supremo interesse daqueles que virão culminar a coroa do matrimónio: os filhos. 










TEXTO AUTORIA PADRE CORREIA DA CUNHA


Sem virtude de quanto ficou dito nos anteriores capítulos, o casamento, mesmo sob o ponto de vista natural, não pode ser um acto transitório provocado pela atracção sexual entre um homem e uma mulher. Exige necessariamente uma duração, uma permanência. Por mais bárbaro e selvagem que seja o estado de uma sociedade humana sempre esta permanência foi defendida e mantida. Mas passemos a resumir as razões fundamentais desta permanência que traduz uma coabitação:


1º - O homem não é um simples animal e portanto não pode proceder como se o fosse, especialmente na união de onde resulta a continuidade da espécie humana e a vida de alguém que é o prolongamento da própria vida dos pais.


2º - O filho tem de ser formado, pois não pode por si só vencer as dificuldades da vida, especialmente durante a meninice, e precisa do apoio tanto do pai como da mãe.


3º - Os próprios pais ligados pelo amor conjugal precisam um do outro para se complementarem não só sob o ponto de vista fisiológico mas também sob o ponto de vista moral e espiritual. Só juntos poderão caminhar na vida com alegria e com esperança.


4º - A sociedade, para se poder manter, desenvolver e progredir exige, e tem o direito e o dever de exigir a permanência da união conjugal. É que, se uma união se puder dissolver, não haverá mais educação e formação dos cidadãos e chegar-se-ia até ao ponto de ver secar fontes da vida, pois por comodismo egoísta os pais evitariam os filhos.




E aqui temos, um resumo, como o casamento é, mesmo no seu aspecto meramente natural, uma união permanente e legal do homem e da mulher com comunhão de vida e interesses, em ordem à procriação, ao complemento dos cônjuges e ao seu mútuo auxílio.


Isto é assim, insiste-se, mesmo no plano natural. Como, porém, o homem é um ser religioso e a família por ele constituída tem uma finalidade religiosa, pois o homem tem orientar toda a sua vida para além do tempo e dos interesses materiais (precisamente porque é também uma alma imortal), por estas razões sempre e em todas as civilizações o casamento foi e é um acto religioso.


A religião sempre tem chamado a si a defesa e a orientação dos superiores interesses da família. Vemos através da História que a sociedade humana em qualquer grau de civilização, mesmo no paganismo, reconheceu esse direito e esse dever à religião. Para todas as religiões, até para os feiticistas, sabaístas, etc…


O casamento foi e é um acto sagrado que não pode realizar-se sem a intervenção de Ser Divino que preside aos destinos dos homens e das sociedades.
























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