sexta-feira, 1 de maio de 2009

PE. CORREIA DA CUNHA E O 1º MAIO

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‘’O trabalho é um meio de nos associarmos à obra redentora de Cristo’’.

(Gaudium et Spes, 67).



Tem início hoje o mês de Maio. O primeiro de Maio é hoje vivido como uma grande festa do trabalho, um dia de reivindicações e luta pela promoção e valorização dos trabalhadores, que ultimamente tão injustamente têm sido tratados.


A memória litúrgica do 1º de Maio, na qual se celebra o dia de São José Operário, era muito querida para Padre Correia da Cunha e para todo o povo cristão da Comunidade Paroquial de São Vicente de Fora.


Como sabemos o seu primeiro nome era José. São José Operário era seu protector. Aproveitava a ocasião para realçar a importância do trabalho. A presença dos cristãos, enquanto filhos de Deus, deveria dar testemunho da dignidade com que a pessoa humana deve ser tratada e respeitada no local de trabalho.


Pe Correia da Cunha via, assim, o trabalho como algo que dava dignidade ao Homem. Era a forma providenciada por Deus para o seu sustento. O trabalho fazia com que ninguém fosse peso para ninguém.

Num momento em que o Mundo do Trabalho vive sérias contrariedades, em particular para aqueles que perdem o emprego e não conseguem encontrar outro ou até o primeiro para os seus filhos, o espírito de apoio e de partilha deve ser presença e valor maior entre todos e mais especificamente com os mais lesados.


Esta situação seria totalmente nova para Pe. Correia da Cunha. O espírito de solidariedade e de partilha deveria ser uma das suas grandes preocupações para com todos estes novos pobres afectados pela a injustiça de alguns que esqueceram o fundamental: o ser humano e a sua dignidade.


Perdeu-se a noção da importância do homem, foi relegado para último plano. Não faltam as análises mas nunca mais começamos a ver a concretização da resolução dos problemas. Tem-se dado pouca atenção ao papel do trabalho no sublime projecto de cada pessoa.


A situação em que colocaram os trabalhadores não foi gerada pelos próprios. É urgente que haja determinação e empenhamento sério de todas as instituições para defenderem e tratarem os trabalhadores com o respeito e a dignidade que merecem.
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A dignidade de todos trabalhadores e a sua dedicação às empresas está a ser ferida. É preciso mobilizar os cristãos, para a defensa dos valores do evangelho. Hoje mais que nunca… Esta crise, como qualquer crise, é suportada sempre pelos trabalhadores. Os trabalhadores enfrentam o desemprego, os contratos de trabalho temporários, a perda de segurança e de direitos.



Hoje é difícil acreditar-se nos líderes. O desafio está colocado às organizações que garantem a reserva moral da sociedade e os valores de Jesus Cristo para levantarem a voz a favor de uma sociedade mais justa e fraterna. Creio que Pe. Correia da Cunha estaria na primeira linha na defesa de uma maior justiça social, sob a protecção de S. José Operário, na certeza de que ninguém melhor do que este trabalhador poderia ensinar aos outros a dignidade sublime do trabalho.


































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